Há alguns dias atrás, os meios de comunicação começaram a especular que o governo colombiano teria iniciado negociações de paz com as Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia ou FARC-EP.
Ontem, tanto o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, como o comandante das FARC, Rodrigo Londoño Echeverri, mais conhecido pelo alias "Timochenko" deram declarações confirmando e dando alguns detalhes sobre o processo de paz que está sendo desenvolvido por ambas partes com o objetivo de cessar fogo.
De acordo com as informações divulgadas, o tema vem sendo discutido há seis meses entre ambas partes em Cuba e em Noruega, países que estão contribuindo para tal processo, o qual também contará com o acompanhamento dos países latinoamericanos, Chile e Venezuela. A primeira etapa já estaria cumprida com esses diálogos, as outras duas fases estarão compostas por sessões de trabalho reservadas e diretas, sem intermediários, para chegar ao acordo final e, a implementação do acordado e de mecanismos de verificação.
O presidente Santos afirmou que o processo de negociação será realizado em um tempo determinado e que sua finalização ocorrerá dentro de alguns meses. Também disse que os negociadores tratarão de temas como, por exemplo, desenvolvimento rural, garantias para exercício de oposição política e participação cidadã, fim do conflito armado, abandono das armas e reinserção social da guerrilha na vida civil, narcotráfico e direitos das vítimas; mas ainda não foi colocado em pauta como será o processo judicial para os crimes cometidos, por exemplo.
"Timochenko" ressaltou pontos importantes no seu discurso como, por exemplo, o fato da aceitação das FARC tanto como opositora política como militar pelo governo colobiano, citou também temas interessantes tais como a importância da ampliação da democracia e, a importância de respeitar os direitos humanos e, o desenvolvimento sócioeconômico equitativo de maneira sustentável; além disso, tratou de uma maneira amigável as Forças Amadas.
Por outro lado, nem as FARC e nem o governo falaram em um cessar fogo durante a negociação, de acordo com eles, o país ainda está sujeito a violência, porque essas são as conseqüencias da guerra. As duas partes se mostraram otimistas em seus respectivos discursos, mas nenhuma delas são ingênuas. Ambos sabem que para que o processo de paz ocorra será necessária a participação de todos, o empenho e o entendimento tanto do governo, como dos grupos insurgentes e do povo. Além de transformações econômicas, políticas e sociais para a consolidação de uma base sólida.
Enquanto esse processo está em adamento o povo, uma vez mais, fica apreensivo, faz manifestações pacíficas e aguarda qual será o desfecho dessa história que já perdura mais de meio século. Alguns resistem em acreditar que esta seja a melhor solução para o conflito, mas o certo é que esta é mais uma oportunidade de resolver o tema de uma maneira pacífica e pode ser que ela não volte a se repetir.
¿Será la hora de la paz en Colombia? ¡Ojála que si!
A seguir, compartilho as versões completas do pronunciamento de cada uma das partes envolvidas na negociação do dia 04 de setembro de 2012:
Declarações do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos
Declarações do comandante das FARC, "Timochenko"









